[2017] O “Bem Básico” como princípio substantivo da ação desconfiada: a economia de tensão em viagens de ônibus no Rio de Janeiro

Autor: Vittorio da Gamma Talone Neste artigo é analisado como as práticas de desconfiança mobilizadas no Rio de Janeiro por usuários pagantes e funcionários de ônibus urbanos, frente aos diferentes “perigos” projetados por eles sobre a cidade, possuem como princípio substantivo a expectativa de dano quanto à integridade física e patrimonial, elementos componentes do proposto como “bem básico”. Explorando esta forma de bem, é trabalhado como a desconfiança ainda permite uma economia quanto ao gasto de energia que seria mobilizado com a tensão pela concretização dos “perigos” então evitados ou afastados. Trata-se, portanto, de compreender os elementos que permitem a…

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[2015] O “Quadro da Perturbação”: A Rota de Conflitos nos Trajetos de Ônibus do Rio de Janeiro

Autor: Vittorio da Gamma Talone Nesse artigo pretendo mostrar, baseado em um trabalho de campo em trêsdiferentes linhas de ônibus, como junto ao contexto de “violência urbana” no Rio de Janeiro emerge um “quadro da perturbação”, uma sensação dedesordem e caos urbano que invade as dimensões mais cotidianas do cenário urbano carioca, arrastando-se invasivamente para os trajetos das pessoas em suas locomoções pela cidade.Palavras-chave: violência urbana, ônibus, conflito Acesse aqui

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[2019] A evitação do assédio sexual no transporte público: uma leitura pragmatista das práticas de desconfiança de mulheres na cidade do Rio de Janeiro

Autores: Vittorio da Gamma Talone e Anna Bárbara Araújo O objetivo deste artigo é discutir as práticas/cursos de ação de mulheres usuárias do transporte público para lidar com situações de assédio sexual durante viagens de ônibus, aqui entendidos pela mobilização do dispositivo de evitação: uma competência socioespacial comum às passageiras dos ônibus, resultado de suas experiências passadas e correntes. Nós mostramos como, por meio desses, as passageiras dão continuidade à rotina em um cenário marcado pela vulnerabilidade e vitimização de mulheres. Dessa forma, a discussão é feita com base em uma pesquisa realizada na cidade do Rio de Janeiro.Palavras-chave: assédio…

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[2017] Distopias presentes, passadas e futuras: os monstros da sociedade

Autor: Vittorio da Gamma Talone A presente resenha abarca a obra de Gregory Claeys mapeando o que chama de história natural da distopia, cujo objetivo é dar conta da passagem, na sociedade, dos medos naturais (deuses, monstros) para os medos sociais (tecnologias opressivas, totalitarismo). Analisarei como o autor busca, atentando a fatos históricos, mitos, religiões, sistemas políticos e à chamada “literatura distópica”, dar conta da dimensão comportamental-emocional e das sensações definidoras de distopias para diferentes grupos e sociedades. Com isso, serão observados não apenas cenários e obras projetadas como distópicas, mas contextos passados e presentes assim caracterizados: a tarefa é…

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[2019] A prisão fora e acima da lei

Autor: Rafael Godoi As fronteiras da prisão também erodem quando centros de poder e decisão se deslocam para fora dos muros e para cima de estruturas administrativas; quando injunções legais crescentemente condicionam as atividades do staff prisional, e o interior do cárcere é, cada vez mais, devassado por mecanismos diversos de prevenção e combate à tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos e degradantes. A partir de análise qualitativa dos relatórios produzidos pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro, no âmbito de seu programa de monitoramento do sistema carcerário, procuro discernir dinâmicas que caracterizam esse mais amplo processo neste…

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[2019] Espacializando a prisão: A conformação dos parques penitenciários em são Paulo e no Rio de Janeiro

Autor: Rafael Godoi Se o parque penitenciário paulista se caracteriza pela dispersão de unidades pelo interior do estado, no Rio boa parte das prisões concentra-se em um único bairro da capital. Neste artigo, contrastamos esses arranjos heterogêneos, perseguindo diferenças e ressonâncias, e procurando jogar luz sobre as condições de possibilidade que sustentam a atual e reiterada aposta governamental na segregação carcerária.Palavras-chave: prisão; São Paulo; Rio de Janeiro; espaços urbanos Acesse aqui

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[2020] EPISTEMOPOLÍTICAS DO DISPOSITIVO CARCERÁRIO PAULISTA: refletindo sobre experiências de pesquisa-intervenção junto à Pastoral Carcerária

Autores: Rafael Godoi, Marcelo da Silveira Campos, Fábio Mallart, Ricardo Campello O artigo tem por objetivo refletir sobre as potencialidades críticas e heurísticas da pesquisa sociológica sobre o dispositivo carcerário paulista, levada a cabo através do engajamento dos pesquisadores em coletivos e atividades da Pastoral Carcerária. As dimensões astronômicas do sistema carcerário paulista ; sua notável centralidade nos mecanismos de gestão do conflito que garantem a (re)produção da cidade contemporânea ; bem como as várias dificuldades impostas pela administração penitenciária no local ao escrutínio público do ambiente carcerário em geral, e à prática da pesquisa científica em particular, são as…

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